A Moral Também Julga Pela Aparência

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Se você mata uma barata, você é um herói. Se você mata uma borboleta, você é mau. A moral tem critérios estéticos? É precisamente aqui que reside o grande teatro humano.


Nós não julgamos pelo valor real das coisas, mas pelo seu brilho. O belo é santificado; o feio, condenado. A borboleta é celebrada porque voa graciosamente, porque nos agrada. A barata é desprezada porque desperta repulsa.


A moral, então, não nasce da justiça, nasce do gosto.


O ser humano não aprendeu a amar o que é verdadeiro, mas aquilo que é agradável aos olhos. Chamamos de bondade o que nos conforta e de maldade tudo o que nos provoca.


A ética é, muitas vezes, apenas o reflexo de nossas preferências, dos nossos medos e das nossas conveniências.


Por isso, cuidado ao falar sobre o bem e o mal. Antes de julgar, pergunte a si mesmo: estou julgando pela essência ou apenas pela aparência?


O mundo sempre aplaudiu o que brilha, mesmo quando é vazio, e sempre pisa no que é feio, mesmo quando é verdadeiro.


Desconfie da moral que se veste de pureza, porque ela pode ser apenas vaidade. É preciso coragem para enxergar valor onde o olhar comum vê apenas feiura.


A verdadeira verdade começa quando você rompe com o rosto da maioria e aprende a ver com seus próprios olhos.

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